Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de soja durante a semana do dia 07 a 11 de abril de 2025.
As medidas tarifárias do governo Trump ganharam um novo capítulo nesta última semana. Em poucos dias, o mercado teve que reagir a uma série de reajustes e retaliações nas tarifas comerciais entre países. Em resumo:
As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses chegaram a 145%, enquanto a retaliação chinesa alcançou 125%. Já os países afetados na semana passada – que não retaliaram – tiveram suas tarifas congeladas em 10% por 90 dias, o que trouxe algum alívio, mas reforçou que a disputa central segue entre EUA e China.
O USDA, por sua vez, promoveu poucas mudanças no balanço da soja, com destaque apenas para o aumento no esmagamento nos EUA, o que reduziu os estoques finais. Nos demais países, praticamente não houve alterações.
Na sexta-feira (11), o mercado encerrou com forte alta semanal de 6,7% no primeiro vencimento. No Brasil, os preços também reagiram, tanto pela alta de Chicago, quanto pelo dólar, que chegou a ter forte valorização, dado o cenário externo. Com isso, a comercialização de soja teve forte avanço – estima-se que entre 6 e 6,5 milhões de toneladas foram comercializadas. Importante ressaltar que, desse volume, entre 10% e 12% foi de soja da próxima safra.
Com o forte movimento de vendas por parte dos produtores, queda nos prêmios e aumento das tarifas de importações de soja dos EUA, os esmagadores vieram atrás da soja brasileira e compraram um volume muito alto – comenta-se que entre 3,5 e 4 milhões de toneladas.
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