Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 17 a 21 de março de 2025.

Na última quarta-feira, o Copom elevou a Selic em 1 ponto percentual, chegando a 14,25% ao ano, confirmando as previsões do mercado. A nova taxa é a mais alta desde 2016. Juros mais altos elevam os custos financeiros dos produtores rurais, justamente num momento em que muitos ainda tentam ajustar suas receitas e dívidas. Além disso, a decisão do Banco Central também deve reduzir a oferta de crédito rural equalizado pelo governo, a não ser que novos recursos sejam destinados a essas linhas. No relatório final do PLOA – Projeto de Lei Orçamentária Anual, 2025 – recém aprovado, os recursos de equalização permanecem os mesmos do ano passado, 15 Bilhões de reais. Isso já é um claro indicativo de que os produtores terão que buscar mais financiamentos com juros livres, agravando o cenário de custos mais altos. Enquanto isso, a inflação permanece acima da meta, e esse aumento na Selic será mais um fator de pressão. Para piorar, o Copom não descartou novos aumentos. O mercado prevê que a taxa básica pode fechar 2025 em pelo menos 15% ao ano.

Endividamento no agro gaúcho pressiona governo por prorrogação de dívidas

Como se não bastasse o aumento da Selic e a consequente dificuldade na obtenção de crédito rural, os produtores gaúchos enfrentam um maior nível de endividamento devido aos prejuízos causados por problemas climáticos nas últimas três safras, o que certamente trará dificuldades para honrarem com os mais de R$ 31 bilhões em parcelas de crédito rural da safra 2024/25 próximas do vencimento. O senador Luís Carlos Heinze propõe não só prorrogar os vencimentos dessas parcelas por pelo menos seis meses, mas também um projeto de securitização de até R$ 60 bilhões das dívidas dos agricultores. Em audiência no Senado, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, apoiou a ideia da prorrogação das parcelas por seis meses, enquanto se estrutura uma renegociação ampla da dívida. Porém, com relação à proposta de securitização, mostrou-se reticente, defendendo soluções que ajudem os produtores a mitigar futuros prejuízos climáticos.

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