Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 10 a 14 de março de 2025.
Em resposta às tarifas impostas por Trump, Pequim anunciou taxações adicionais sobre soja, milho, carnes e algodão, além de dificultar a renovação de licenças para frigoríficos americanos que exportam para a China. A medida pode inviabilizar mais de US$ 3 bilhões em vendas de carne dos EUA. Segundo a American Soybean Association, as tarifas vêm causando frustração crescente entre os produtores, devido à pressão negativa sobre os preços, margens reduzidas e aumento das incertezas econômicas. Apesar das tentativas do governo americano em mitigar os prejuízos com compensações financeiras, os agricultores permanecem inseguros. Esse cenário ocorre num momento em que os produtores norte-americanos estão tomando decisões sobre o plantio do algodão, e tudo isso pode acabar desestimulando o produtor.
Proposta de aumentar mistura de etanol busca reduzir preço da gasolina
O governo federal anunciou que pretende aumentar o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para 30% ainda em 2025. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida visa reduzir o preço do combustível e diminuir as importações. Apesar do anúncio positivo para o setor sucroenergético, o governo enfrenta pressão contrária às políticas de biocombustíveis. Nesta semana, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) propôs um projeto para permitir a venda de gasolina e diesel sem mistura de biocombustíveis. Já o Sindicato das Distribuidoras (Sindicom) pediu à Agência Nacional do Petróleo a suspensão temporária do biodiesel na mistura obrigatória. Ambos alegam custos elevados por conta da alta nos preços da soja. Para o Ministro Silveira, essas medidas propostas representam retrocessos. Além de colocar em risco uma indústria estratégica, construída ao longo de décadas, elas poderiam levar o país a descumprir compromissos ambientais internacionais, gerando insegurança jurídica e regulatória.
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