Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 03 a 07 de março de 2025.
Na semana passada, o governo federal anunciou uma série de medidas com o objetivo de reduzir o preço dos alimentos no mercado interno brasileiro. Entre as principais ações está a isenção de impostos para a importação sobre diversos produtos como: carne, café, açúcar, milho e outros produtos da cesta básica. O governo também tentará convencer os estados a reduzirem o ICMS sobre a cesta básica. A medida foi alvo de muitas críticas pelo mercado e entidades ligadas a produção agrícola já que o Brasil dificilmente encontrará no mercado internacional um país que ofereça esses produtos em quantidade. Além do mais, boa parte desses produtos, quando são importados vem do Mercosul que já tem imposto de importação zerado – limitando os impactos da medida. O fato é que a inflação dos alimentos não será resolvida no curtíssimo prazo, somente com o reequilíbrio da produção e das contas do governo – já que o dólar alto encarece os custos e favorece a exportação diminuindo a oferta doméstica.
Brasil pode ganhar com disputa EUA-China, mas cenário segue incerto
Na semana passada, o grande tema foi a guerra comercial entre EUA e China. Pequim anunciou tarifas adicionais de 10% a 15% sobre produtos agropecuários americanos, como soja, milho, carne bovina e algodão, em resposta às novas taxações impostas por Washington. Essa medida deve reduzir a demanda por commodities dos EUA, aumentando os estoques e pressionando os preços internacionais para baixo. O primeiro vencimento internacional dos principais produtos agro caiu, e o preço do algodão atingiu a mínima dos últimos cinco anos. Por outro lado, os prêmios em países concorrentes dos EUA subiram, com o potencial redirecionamento da demanda chinesa. A continuidade do conflito beneficia o agronegócio brasileiro: demanda mais forte, preços favorecidos e um cenário inflacionário que sustenta um dólar alto no mercado doméstico, incentivando o produtor a plantar mais na próxima safra. Entretanto, o governo Trump tem dado sinais de que busca resolver os conflitos comerciais com mais rapidez do que em seu primeiro mandato. E um acordo entre EUA e China, dependendo de quando ocorrer — antes ou depois da definição de plantio dos produtores norte-americanos — pode ter impactos positivos ou negativos para soja e milho. A questão é o timing.
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