Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 6 a 10 de janeiro de 2025.
O mercado internacional de grãos caminhava para um fechamento semanal sem grandes surpresas. Mas tudo mudou quando o USDA divulgou sua atualização mensal de oferta e demanda global.
A expectativa geral era de um pequeno ajuste para baixo na produtividade e produção dos Estados Unidos, além de alterações pontuais em outros países. Contudo, o relatório trouxe surpresas significativas. O USDA reduziu a estimativa de produção de milho dos Estados Unidos em 7 milhões de toneladas. Apesar disso, também revisou negativamente o consumo interno em 1,3 milhão t. e as exportações em 640 mil t. Mesmo com a redução na demanda, os estoques de passagem sofreram uma queda de 5 milhões t.
Para a China, o órgão americano aumentou a produção em 2,9 milhões ton. e ajustou as importações de 14 milhões para 13 milhões de t.
A reação do mercado foi expressiva. Na Bolsa de Chicago (CME), os preços do milho subiram 3,2% na posição spot no fechamento de sexta-feira (10), acumulando uma alta semanal de 4,4%. A posição março/2025 encerrou a semana cotada a USD 4,70 por bushel.
No Brasil, o mercado acompanhou o movimento internacional. Com suporte da alta na CME e preocupações climáticas no RS, os preços do milho na B3 registraram uma alta semanal de 7,2%. No entanto, no mercado físico, as cotações no interior subiram em menor proporção. Em algumas regiões do Centro-Oeste, os preços sequer registraram elevação, o que resultou em uma comercialização menos expressiva: cerca de 1,2 milhão de toneladas negociadas, divididas igualmente entre produto spot e milho safrinha 2024/25.
Veja mais com o Agrovip, o resumo semanal da Agroconsult.
