Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 18 a 22 de novembro de 2024.
Mais um passo foi dado para a reestruturação do Fundo Catástrofe do país. A senadora Tereza Cristina propôs no Congresso a retomada das ações para que o Fundo criado em 2010, mas nunca implementado, sigam adiante. Parte da medida visa aportes públicos de até R$ 4 bilhões para a formação de caixa até que o fundo se torne 100% privado. Isso garantiria ao produtor, a proteção e a estabilidade necessária ao mercado em momentos de crises climáticas e financeiras. O projeto tem a previsão de remover barreiras como o fim da isenção tributária para participantes privados e flexibilizar a origem dos recursos da União, que podem vir de títulos públicos ou ações. As seguradoras deverão participar do fundo para acessar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e critérios de gestão e distribuição de risco serão definidos. A ideia é que o fundo deve acumular R$ 30 bilhões em dez anos, quando aí sim, passaria a ser totalmente privado. A subvenção ao seguro rural seria classificada como despesa obrigatória, protegida de cortes orçamentários, enquanto o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderia criar incentivos como taxas de juros reduzidas para produtores com apólices. A expectativa é de aprovação no primeiro semestre de 2025, após audiência pública no Senado.
Investimentos e novos mercados ampliam a relação comercial com os chineses
Aproveitando a visita de Xi Jinping ao Brasil, para a participação da China no G20, os dois países assinaram uma série de acordos de exportação de produtos agropecuários. O Brasil poderá exportar sorgo, gergelim, uvas frescas e farinha de peixe, usado na ração animal. Só estes produtos têm potencial para agregar U$ 450 milhões de faturamento ao setor. Além disso também foi anunciado o investimento de mais 460 milhões de reais, por parte da BRF, em uma fábrica de processamento de carnes no país asiático. E por fim, a Associação Brasileira da Indústria de Milho e Sorgo (Abramilho) está otimista quanto à liberação da exportação de DDG (Grãos Secos de Destilaria) também para a China. A liberação do DDG, que é um subproduto do milho usado na produção de biocombustíveis, é esperada devido ao aumento do uso do grão para etanol no Brasil, o que deve gerar excedentes para exportação. Esses acordos só ampliam nossa relação comercial com os Chineses, que hoje é o nosso principal parceiro comercial. O Brasil, por sua vez, é o maior fornecedor de produtos agropecuários para a China.
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