Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 4 a 8 de novembro de 2024.

A demanda aquecida pelo milho dos Estados Unidos, reforçada pelos anúncios recentes de exportação, junto com a mudança de posição dos fundos de investimento de vendidos para comprados — algo que não ocorria desde agosto de 2023 —, impulsionou os ganhos na CME ao longo da semana. 

O USDA trouxe um tom ainda mais positivo ao mercado ao surpreender com um corte de 1,6 milhão de toneladas na projeção de safra dos Estados Unidos. Embora não seja uma redução significativa, o mercado esperava pela manutenção dos números do relatório anterior.

Apesar da redução nos Estados Unidos, o impacto no quadro global foi limitado. A produção total global de milho cresceu 2,2 milhões de toneladas, com ajustes positivos em países periféricos. Se a oferta global teve poucas mudanças, mas não se pode dizer o mesmo do consumo. O USDA revisou sua projeção de consumo global de milho, elevando-a em 6,3 milhões de toneladas.

No final da semana, os contratos de milho na CME acumularam alta de 4% no spot e de mais de 3% nos contratos futuros.

No Brasil, os preços apresentaram pouca variação, mas os produtores continuaram aproveitando o momento favorável para vendas, mantendo um bom ritmo de comercialização. A maior parte do volume negociado concentrou-se na safra 23/24, embora parte da safrinha futura também tenha sido comercializada.

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