Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 7 a 11 de outubro de 2024.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou um projeto de Lei que impede empresas signatárias das moratórias da soja e carne de receber incentivos fiscais estaduais. A moratória é um acordo de quase duas décadas, onde grandes empresas, principalmente as Tradings, firmaram compromisso de não comprarem os produtos de áreas desmatadas do bioma Amazônia após julho de 2008. A maioria das entidades representativas do setor são a favor do projeto, pois a moratória vai contra o nosso código florestal, um dos mais rígidos do mundo, que permite o uso de apenas 20% das terras, através de desmatamento legal. O problema aqui, passa a ser outro; a lei garante a soberania brasileira, mas precisamos saber como o mercado consumidor internacional pode reagir a isso, caso contrário, qualquer custo adicional recairá exclusivamente sobre os produtores.
Não é de hoje que sabemos que o setor de máquinas agrícolas está passando por um momento difícil, principalmente devido à queda nos preços das commodities. 2024 deve fechar com um faturamento de R$ 56 bilhões, uma retração de 25% em relação a 2023. No entanto, segundo a Comissão Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, o setor deve começar a reagir em 2025, com uma perspectiva de aumento de 8,2% no faturamento, impulsionado por culturas como café e citros. Em linha com essa expectativa, temos notícias de investimentos, como os da Vamos, do grupo Simpar, que anunciou a fusão da divisão de máquinas com a Automob, criando a maior rede de concessionárias do Brasil. A nova empresa, também chamada Automob, terá 192 lojas e um faturamento projetado de R$ 12,7 bilhões, impulsionada por fabricantes como John Deere, AGCO e CNHi.
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