Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 19 a 23 de agosto de 2024.
Ao longo do final de semana, os noticiários foram tomados pelas notícias de incêndios fora do normal no estado de São Paulo. Minas Gerais e Goiás também contabilizaram focos. O governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, declarou situação de emergência em 45 cidades. Segundo especialistas, as queimadas foram potencializadas pela baixa umidade e pelo calor intenso. Os focos podem ocorrer espontaneamente, propagaram-se facilmente em áreas de plantações. Entretanto, a situação de São Paulo chamou a atenção como algo fora do comum, com mais de 2,3 mil focos apenas na sexta feira 23. Nos estados atingidos, rodovias foram fechadas, e milhares de profissionais e voluntários estão trabalhando no combate às chamas. Em Ribeirão Preto, dois homens suspeitos de atear fogo em áreas rurais foram detidos, com galões de gasolina. A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar se além das questões ambientais, outros fatores contribuíram para a situação atípica, utilizando imagens de satélite. Os estragos começam a ser mensurados, com o açúcar subindo 55 pontos na sexta e 60 pontos hoje, apesar das chuvas. O Etanol segue na mesma linha. Uma grande preocupação para a próxima safra é que a cana rebrotada do fogo pode ser comprometida.
Os pedidos de recuperação judicial entre os produtores rurais registraram um novo aumento no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados divulgados, de janeiro a março foram feitos 106 pedidos de recuperação judicial por pessoas físicas, enquanto no ano passado inteiro foram registrados 127 pedidos. Esses números revelam apenas a ponta do problema, já que muitos produtores conseguiram renegociar suas dívidas e estender prazos de pagamento na expectativa de uma melhora no cenário. Caso não houvesse esse movimento, o número de RJs certamente seria maior. O paradoxo em relação à próxima safra 24/25 é que, por enquanto, tudo indica que será boa, elevando os estoques e pressionando os preços. Portanto, a probabilidade de uma melhora no curto prazo é baixa, o que reduz a capacidade de geração de caixa do produtor e, organicamente, aumenta seu endividamento.
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