Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 12 a 16 de agosto de 2024.

O aumento da área de soja projetada para a safra 24/25 contrasta com a perspectiva de margens em patamares baixos. Em relação à safra anterior, espera-se uma melhora na produtividade, que deverá voltar à linha de tendência, após os problemas enfrentados na última safra. No entanto, do lado dos preços, a expectativa é que eles sejam ainda mais pressionados. Com a rentabilidade ainda baixa e o endividamento alto, a alavancagem de alguns produtores, que já estava elevada, atingirá um patamar ainda mais preocupante. Muitos já identificaram o problema e estão em processo de desalavancagem, reduzindo investimentos e custos para preservar margens. Outros, no entanto, ainda não compreenderam plenamente o desafio que têm pela frente ou estão apenas tentando “ganhar tempo”. A nova safra de soja se aproxima, carregada de desafios.

O setor de biocombustíveis no Brasil está investindo R$ 42 bilhões em 2024, com foco em infraestrutura industrial, destacando-se o etanol de milho, que já atraiu R$ 15,8 bilhões. Outros investimentos incluem biodiesel, biogás, biometano e etanol de segunda geração (E2G), obtido através da fermentação e destilação de resíduos vegetais. Além do milho, outros produtos como bagaço de cana, beterraba e trigo também se destacam como matérias-primas para o E2G. E ainda sobre esse assunto, o projeto de Lei Combustível do Futuro (PL 528/2020), que propõe programas nacionais para combustíveis sustentáveis e aumento da mistura de etanol à gasolina, e de biodiesel ao diesel, está pautado para ser votado pela Comissão de Infraestrutura no dia 20 (hoje) e deve ir a plenário dentro das “próximas semanas”.

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