Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 17 a 21 de junho de 2024.
Nesta semana, a China abriu uma investigação antidumping contra a União Europeia, referente à carne suína e seus derivados importados de lá. A medida parece uma sinalização de descontentamento do governo chinês às sobretaxas impostas aos seus veículos elétricos por alguns países do bloco. Por ora, a medida é apenas uma investigação e não afeta imediatamente as exportações europeias, mas é um importante indicativo de que o governo chinês estaria disposto a retaliar o bloco, escalando o conflito comercial. Disputas comerciais têm o setor agro como um importante alvo, impactando não somente os envolvidos, mas também outros players como o Brasil. Assim, é importante estarmos de olho nos próximos passos entre UE e China, mas também na intensificação da guerra comercial entre EUA e China iniciada no primeiro governo Trump e continuada pelo governo Biden de maneira mais velada, caso o ex-presidente Donald Trump seja eleito para um novo mandato.
E a outra notícia que separamos é que, segundo o Centro de Previsão Climática americano, há 65% de chance de que o La Niña ocorra entre julho e setembro, no hemisfério sul. Esse percentual sobe para 85% entre novembro e janeiro. Na América do Sul, o La Niña costuma elevar o volume de chuvas em parte do Centro-Oeste do Brasil e na região do MAPITO, favorecendo as produtividades na região, que podem chegar a ser 20% maiores que a linha de tendência. Já no Centro-Sul do Brasil, na Argentina e no Paraguai, o evento climático traz um clima mais seco. Porém, em um ano de transição entre El Niño e La Niña, como o que teremos, não há um impacto negativo claro nas produtividades, há anos bons e ruins. É algo para ficarmos de olho!
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