Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 13 a 17 de maio de 2024.

Uma cultura que dificilmente mencionamos por aqui é a da laranja. O Brasil domina o setor como maior exportador, representando pelo menos 75% do mercado global. Mas a safra 24/25 pode ser a pior em décadas. A Fundecitrus estima uma produção de 232,3 milhões de caixas, 24,35% menor que a safra anterior. Dois fatores são apontados para tal queda: escassez de chuvas e altas temperaturas nas principais regiões produtoras e o avanço do greening nas plantações. O greening é uma doença causada por bactéria que provoca a redução do número de árvores e a erradicação de pomares, e não tem cura. Para lidar com o problema, os produtores estão migrando para regiões isoladas da doença, enquanto outros têm desistido da citricultura e investido em grãos. É um problema grave que devemos acompanhar de perto.

O CADE aprovou a fusão das operações da Bunge e da Viterra no Brasil sem restrições após 11 meses de análise. Essa união cria uma megatrading com receitas próximas de US$ 110 bilhões e capacidade de movimentar até 230 milhões de toneladas de commodities agrícolas. Por suas dimensões globais, o negócio precisa passar pelo crivo das autoridades concorrenciais em 40 países. A aprovação do negócio no Brasil era vista como estratégica pelas empresas devido ao tamanho do mercado brasileiro. A Bunge é uma potência em soja, milho e canola, enquanto a Viterra é líder em trigo, cevada e algodão. Autoridades canadenses expressaram preocupações com a concorrência em seu país, destacando potenciais efeitos anticoncorrenciais da transação, já que a Bunge possui também participação de 25% na G3 Global Holdings, uma joint venture com uma empresa saudita que opera instalações de grãos no Canadá e que é um concorrente local da Viterra.

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