Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 26 de fevereiro a 1 de março de 2024.
As vendas de máquinas agrícolas no Brasil tiveram um recuo de 13,2% em 2023, após alcançarem recordes históricos em 2022. Fatores como a queda dos preços das commodities, problemas climáticos, questões relacionadas ao crédito e taxa de juros influenciaram as decisões de investimentos dos produtores.
A John Deere, por exemplo, que é uma gigante do setor, acabou de suspender por 60 dias sua produção, já que as revendas estão com os estoques em alta e os negócios seguem estagnados. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê uma nova retração em 2024, mas ainda vê com bons olhos uma perspectiva de longo prazo. O potencial de mercado brasileiro sem dúvida ainda é muito grande, mas produtor deve evitar novos investimentos nesse momento.
O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que o Ministério está estudando medidas de ajuda para os setores de soja, milho, bovinocultura de corte e leite, visando minimizar os impactos do clima e do mercado na produção agropecuária deste ano. As ações devem ser anunciadas ainda em março. Segundo o governo as medidas não serão generalizadas, pois afirma que a natureza das perdas é pontual. Já o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, afirmou que o governo federal precisa admitir que existe uma crise no setor agropecuário e que será preciso desembolsar um montante razoável de recursos públicos para enfrentar a situação. Sugeriu ainda que é necessário que o governo e o setor sentem para discutir uma solução conjunta, sem que haja a necessidade de buscar um culpado pela crise.
Uma pesquisa realizada pela consultoria PwC com diversos CEOs do agronegócio brasileiro, identificou pessimismo quanto à saúde financeira de seus negócios. Apenas 35% preveem crescimento de receita nos próximos 12 meses. No ano anterior essa perspectiva de crescimento era compartilhada por 78% dos entrevistados. A confiança para crescimento de receitas em três anos também diminuiu, caindo de 70% para 57%. Nessa nova pesquisa apenas 31% dos CEOs do agronegócio acreditam na manutenção do modelo atual de negócio. As mudanças climáticas e tecnológica são apontadas como os principais desafios, com CEOs buscando inovação e adaptação para enfrentar essas transformações, com a incorporação da Inteligência Artificial no agronegócio.
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