O presidente Lula vetou o projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia até dezembro de 2027. A proposta do congresso permitiria que essas empresas substituíssem a contribuição previdenciária por uma alíquota sobre a receita bruta. Na prática, isso significa mais impostos para o contribuinte. Mais uma vez o governo opta por aumentar a arrecadação ao invés de cortar gastos. Empresas e centrais sindicais afirmam que o veto coloca em risco a manutenção de empregos, pode gerar aumento de preços, inflação e o crescimento do país pode ser prejudicado. Áreas ligadas ao agro deverão ser impactadas, como o da Proteína Animal. A APBA alertou sobre o risco de demissões com o fim da desoneração. Parlamentares reagiram e se mobilizam para derrubar o veto em votação que deve ocorrer ainda em 2023, no Congresso Nacional.
A Agência Nacional do Petróleo regulamentou a importação de biodiesel, e o setor produtivo criticou a decisão. Pelas regras aprovadas, o volume importado de biodiesel por cada distribuidor pode chegar a 20% do volume total para a mistura obrigatória ao diesel – atualmente de 12%. A indústria nacional, representada por entidades como Abiove, Aprobio e Ubrabio, reagiu dizendo que a medida fere o interesse nacional e afirmou que pode atender à demanda atual e ao aumento do mandato de mistura. Por outro lado, com a medida, o governo aumenta a concorrência, proporcionando opções de compra de biodiesel para o cumprimento do mandato. A nova resolução altera uma norma anterior que limitava a comercialização do biodiesel importado apenas para fins de consumo próprio do adquirente ou para uso experimental autorizado pela ANP.
A comercialização da safra de grãos da Argentina, que está sendo plantada, está praticamente paralisada. Os produtores esperam uma desvalorização do peso durante o início do governo do presidente eleito Javier Milei. Pelo menos, esses foram os primeiros comentários do órgão de esmagamento e exportação CIARA-CEC, que representa as principais empresas de grãos na Argentina, incluindo a Cargill e a Bunge. Embora o governo atual tenha implementado mecanismos que favorecem o câmbio para os agricultores, muitos produtores estão esperando para ver o que Milei fará quando assumir o cargo. Ele se comprometeu a eliminar os controles cambiais e acabar com as retenciones, elevando a competitividade do campo no país vizinho. Temos que lembrar que, quando presidente, Maurício Macri tentou políticas similares e depois recuou, frustrando um setor que o ajudou a eleger.
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