O presidente Paraguaio deu ultimato sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. E estipulou a data limite de 6 de dezembro para a novela de mais de duas décadas chegar ao fim, quando assume a presidência do bloco. A Comissão Europeia reiterou interesse em concluir o acordo no prazo, mas um dos principais pontos de entrave permanece; a restrição da compra por países europeus de produtos oriundos de áreas florestais desmatadas, mesmo que legalmente. Entidades que representam produtores de soja e milho do Brasil, Argentina e Paraguai expressaram preocupação com essa regra. Os Sul-americanos alegam que a restrição é uma barreira comercial disfarçada de medida ambiental, e argumentam que isso prejudica a soberania dos países exportadores.

A situação atual do marco temporal lembra um momento tenso da cultura pop; o “casamento vermelho”. Ou seja, é um clímax, mas está longe de ser o final da história. O STF votou pela inconstitucionalidade do tema, uma matéria que estava em tramitação no Congresso. A reação do Congresso foi rapidamente votar e aprovar o texto. Agora há divergências de como o Presidente Lula deve abordar o assunto. Algumas vozes querem um veto total e outras sugerem a remoção de partes específicas. Um veto total agravaria as tensões entre os três poderes, já que o Congresso pode derrubá-lo. E como não é uma PEC, a matéria acabaria voltando ao STF. O presidente enfrenta uma decisão difícil, pois o tema tem um grande impacto sobre o setor Agro, que representa cerca de 30% do PIB do país. A próxima temporada dessa história é uma incógnita, e só nos resta aguardar os próximos capítulos.

Em sua última ata o Copom reafirmou que restam incertezas sobre a dinâmica da inflação global. “Fenômenos climáticos, guerra na Ucrânia e preços de petróleo seguem trazendo pressão inflacionária na oferta”. A consequência? Um processo desinflacionário interno mais lento, e a necessidade de uma política monetária austera. Outro ponto mencionado foi o crescimento econômico mais resiliente. Uma das possibilidades levantadas foi que a pujança do setor agropecuário tenha tido efeitos indiretos sobre outros setores da economia, mas não justifica tudo. Outro ponto que pode ter tracionado melhores números para a economia seriam as reformas feitas nos governos Temer e Bolsonaro.

Veja mais do Agrovip da Agroconsult abaixo.