Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 4 a 8 de março de 2024.

O relatório de março do USDA trouxe mudanças “sutis” no panorama global do milho. A estimativa de produção mundial caiu 2,3 milhões de toneladas, enquanto as de consumo interno aumentaram em 2 milhões. O resultado foi uma redução de 2,5 milhões de toneladas nas estimativas nos estoques globais, sendo estimada agora em 319,6 milhões de t.

Para o Brasil e EUA, os números de produção e exportação permaneceram estáveis, enquanto para a África do Sul, Ucrânia e para a Rússia, os números de produção sofreram reduções. Desde fevereiro, a safra na Argentina cresceu 1 milhão de toneladas, atingindo 56 milhões de t. A diminuição nas estimativas de estoques globais impulsionou os preços futuros e os contratos internacionais terminaram a semana em alta.

A surpresa do relatório foi a manutenção da projeção do USDA para a safra de milho do Brasil. Esperava-se um corte de, pelo menos, 2 milhões de toneladas. Mas eles não vieram.

Os contratos domésticos acompanharam o movimento internacional e subiram em relação à semana anterior, especialmente os com vencimento em Maio/24, que apresentaram alta de 7,5%. A valorização do dólar para BRL 4,98 impulsionou um aumento nas vendas dos produtores. Os preços pagos de forma geral seguem acima da paridade de exportação, com consumidores interno buscando entender suas coberturas.

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