Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 27 a 31 de maio de 2024.

Cerca de 4,2 milhões de aves terão de ser abatidas nos Estados Unidos, após a detecção da gripe aviária altamente patogênica em uma granja de ovos. No total, 92,34 milhões de aves foram abatidas desde o início do surto em 2022, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Embora a gripe aviária tenha se tornado relativamente comum entre aves domésticas, sua disseminação para o gado bovino tem aumentado as preocupações em relação à doença. Já são três casos de trabalhadores de fazendas de lácteos diagnosticados com gripe aviária, e o vírus foi detectado tanto na carne bovina quanto no leite. O USDA afirmou que o risco para o público permanece baixo e que a carne bovina continua segura para consumo. Mesmo assim, têm redobrado o monitoramento aos trabalhadores expostos a animais infectados na busca de um maior controle de propagação da doença. Aqui no Brasil, a APBA alertou para a necessidade de atualizar os planos de contingência da doença.

Pesquisas indicam que os bioinsumos já ocupam 31% da área cultivada e 60% das propriedades rurais no Brasil. Esses são os dados divulgados pela Abinbio – Associação Brasileira de Indústrias de Biotecnologia, recentemente criada com o objetivo de representar a indústria junto aos poderes executivo e legislativo. Um dos pontos que mais causam controvérsia atualmente é a produção on farm, onde agricultores produzem e multiplicam microrganismos, mas pesquisadores apontam falhas nesse procedimento, com muitas amostras não contendo o microrganismo desejado. A Abinbio e a Croplife defendem uma regulamentação clara para garantir a segurança e a qualidade dos produtos. Mesmo antes da formalização da associação, a Abinbio já vinha trabalhando para conscientizar o governo sobre os riscos dessa falta de regulamentação. Atualmente existe um Projeto de Lei de Bioinsumos (PL 658/21) tramitando no Senado Federal.

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